O que são ilhas de calor urbanas?

Ilhas de calor urbanas são áreas da cidade que ficam significativamente mais quentes do que outras regiões ao redor.

Isso acontece principalmente por causa da combinação de:

  • excesso de concreto e asfalto;
  • pouca vegetação;
  • impermeabilização do solo;
  • alta densidade de construções;
  • baixa circulação de vento;
  • pouca presença de água e sombra.

Em muitos casos, uma rua ou bairro pode registrar temperaturas muito maiores do que áreas verdes próximas, especialmente durante o dia e no início da noite.


Por que isso é importante?

As ilhas de calor afetam diretamente:

  • saúde pública;
  • conforto térmico;
  • qualidade de vida;
  • consumo de energia;
  • drenagem urbana;
  • risco climático;
  • desigualdade social.

Os impactos incluem:

  • aumento do risco para idosos e crianças;
  • agravamento de doenças respiratórias;
  • maior sensação térmica;
  • aumento do consumo de ar-condicionado;
  • piora da qualidade do ar;
  • ampliação de eventos extremos em áreas urbanas.

Além disso, bairros periféricos e regiões com pouca arborização tendem a sofrer mais intensamente esses efeitos.


Por que mapear ilhas de calor?

Mapear essas áreas permite:

  • identificar regiões mais vulneráveis;
  • priorizar arborização urbana;
  • proteger áreas verdes;
  • orientar políticas públicas;
  • planejar drenagem e infraestrutura climática;
  • apoiar ações comunitárias de adaptação climática.

O mapeamento também ajuda a transformar percepções subjetivas (“esse bairro é muito quente”) em informações territoriais organizadas e visualizáveis no mapa.


Como nossa ferramenta funciona?

A plataforma funciona como um observatório climático territorial participativo.

Ela cruza:

  • mapas;
  • imagens de satélite;
  • dados territoriais do OpenStreetMap;
  • registros comunitários;
  • análise automática do entorno;
  • indicadores ambientais simplificados.

Como o sistema identifica áreas de calor?

O usuário pode:

  1. clicar em um ponto do mapa;
  2. visualizar a área em modo satélite;
  3. analisar automaticamente o território;
  4. registrar informações ambientais da área.

O sistema então utiliza dados territoriais do OpenStreetMap para identificar automaticamente elementos como:

  • edificações;
  • vias;
  • áreas verdes;
  • corpos d’água;
  • impermeabilização;
  • densidade urbana.

Com base nisso, ele sugere indicadores ambientais utilizados em estudos climáticos urbanos, como:

NDVI

Indicador relacionado à presença de vegetação.

NDBI

Indicador relacionado à urbanização e impermeabilização.

NDWI

Indicador relacionado à presença de água e umidade.


Como o risco climático é estimado?

A plataforma combina:

  • temperatura observada;
  • vegetação;
  • urbanização;
  • umidade;
  • características territoriais.

Com isso, gera:

  • classificação de risco;
  • visualização em heatmap;
  • pontos críticos de calor urbano;
  • recomendações territoriais.

O que torna a ferramenta diferente?

A plataforma foi desenvolvida utilizando:

  • software livre;
  • JavaScript;
  • PHP;
  • Leaflet;
  • OpenStreetMap;
  • dados abertos do programa Copernicus/Sentinel.

Ela busca aproximar:

  • ciência cidadã;
  • geotecnologia;
  • participação comunitária;
  • justiça climática;
  • soberania tecnológica.

Objetivo

O objetivo da ferramenta é ajudar comunidades, coletivos, pesquisadores e gestores a compreender melhor os impactos climáticos no território urbano e apoiar soluções práticas de adaptação climática nas cidades.

 

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