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01 de julho de 2026
Calor extremo: um desafio que também pode ser enfrentado
As ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas em diversas regiões do mundo. Em Belém, o desafio é ampliado pela alta umidade, pela redução das áreas arborizadas em alguns bairros e pela exposição diária de milhares de pessoas que caminham, utilizam transporte público ou trabalham ao ar livre.
A boa notícia é que muitas cidades já estão testando soluções capazes de reduzir esses impactos. O objetivo do Boletim Calor Vivo é acompanhar esse cenário, divulgar boas práticas e incentivar a participação da população na construção de uma cidade mais preparada para enfrentar o calor.
📰 Notícias da semana
Brasil ainda precisa avançar na preparação para o calor extremo
Um levantamento divulgado pela presidência brasileira da COP30 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente aponta que a maior parte dos municípios brasileiros ainda não possui um plano específico para enfrentar ondas de calor.
Por que isso importa?
Sem planejamento, aumenta a dificuldade de proteger a população mais vulnerável, adaptar escolas, organizar serviços de saúde e identificar os bairros mais afetados.
O calor extremo já representa um problema de saúde pública
Pesquisas brasileiras indicam que episódios de calor intenso estão associados ao aumento de internações e mortes, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias.
Por que isso importa?
Compreender esses impactos ajuda governos e comunidades a adotarem medidas preventivas antes que situações críticas aconteçam.
Cidades investem em refúgios climáticos
Diversas cidades europeias estão ampliando a oferta de bibliotecas, centros comunitários, escolas e outros espaços públicos preparados para receber a população durante períodos de calor extremo. Esses locais oferecem sombra, água, ventilação ou climatização, funcionando como pontos de proteção.
Por que isso importa?
Essa estratégia pode ser adaptada para cidades amazônicas utilizando equipamentos públicos já existentes.
Leia mais:
https://www.theguardian.com/environment/2026/jun/26/adapting-heat-ideas-from-european-cities
💡 Solução da semana
Paradas de ônibus mais frescas
Milhares de pessoas passam diariamente vários minutos sob o sol aguardando transporte coletivo.
Pequenas intervenções podem reduzir significativamente o desconforto:
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ampliação das coberturas;
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plantio de árvores ao redor das paradas;
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instalação de bancos protegidos do sol;
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criação de bebedouros próximos;
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uso de materiais que absorvem menos calor.
Além de melhorar o conforto térmico, essas medidas reduzem riscos à saúde durante períodos de calor intenso.
🌿 Uma ideia para Belém
Imagine um Mapa das Sombras disponível no aplicativo Cultura Viva & Clima.
Além de registrar áreas muito quentes, o mapa poderia indicar:
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🌳 ruas mais arborizadas;
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🚰 bebedouros públicos;
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🚌 paradas de ônibus com sombra;
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🏫 escolas e equipamentos públicos que funcionem como abrigo climático;
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🌿 praças mais confortáveis para permanência.
Assim, o aplicativo deixaria de mostrar apenas onde está o problema e também indicaria caminhos mais seguros para circular pela cidade.
📊 Tecnologia para enfrentar o calor
O Cultura Viva & Clima está desenvolvendo ferramentas de ciência cidadã para que qualquer pessoa possa contribuir com informações sobre o calor urbano.
No futuro, moradores poderão registrar:
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locais excessivamente quentes;
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ausência de arborização;
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falta de água potável;
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áreas de espera sem proteção solar;
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espaços públicos que oferecem conforto térmico.
Esses dados poderão apoiar pesquisas, orientar políticas públicas e fortalecer iniciativas comunitárias de adaptação às mudanças climáticas.
✅ Dica da semana
Durante os dias mais quentes:
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hidrate-se regularmente, mesmo sem sentir sede;
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procure percursos com sombra sempre que possível;
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reduza esforços físicos nos horários de maior calor;
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use roupas leves e proteção para cabeça e pele;
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fique atento a sinais como tontura, náusea, dor de cabeça intensa ou confusão mental.
Pequenas mudanças de hábito ajudam a reduzir os riscos associados ao calor extremo.
Participe
Você conhece uma rua muito quente? Uma parada de ônibus sem sombra? Uma praça agradável mesmo nos dias mais quentes? Ou uma solução que poderia inspirar outras comunidades?
Compartilhe essas informações pelo Cultura Viva & Clima. O conhecimento produzido pelos próprios moradores é essencial para construir uma Belém mais resiliente, saudável e preparada para enfrentar o aumento das temperaturas.